Descrição
"FEMINISMOS EM DEBATE: Reflexões sobre a Organização do Movimento de Mulheres Negras em Salvador" é uma obra inspiradora que mergulha nas experiências do ativismo das mulheres negras no Brasil, com foco especial na vibrante cena de Salvador. Através de uma cuidadosa pesquisa e análise acadêmica, esta obra destaca as formas de (re)existências, trajetórias e lutas promovidas por cinco ativistas negras na capital baiana. As experiências dentro do Movimento Negro Unificado – MNU (sessão Bahia) são refletidas, ao passo do Grupo de Mulheres (GM). A autora, uma voz afirmativa e inspirada no movimento, oferece uma visão única das experiências vividas por mulheres negras, compartilhando narrativas pessoais e histórias de vida que refletem o cotidiano e a luta por pertencimento e reconhecimento dos feminismos negros. Este livro é uma homenagem ao movimento de mulheres negras brasileiras, uma celebração de suas vozes e um tributo às suas (re)existências. A obra apresenta as estratégias forjadas pelas ativistas negras no processo de afirmação de suas lutas e localizações político-sociais. A partir de uma perceptiva interseccional e valendo-se da história oral, vozes, histórias e memórias são registradas. Trata-se de uma obra fundamental para a compreensão da história das mulheres negras na Bahia e no Brasil e para o fortalecimento de múltiplas formas de luta pelo bem viver com igualdade e solidariedade racial, de classe e de gênero.
Durante o período de ditadura e repressão no Brasil, um grupo composto por médicos, uma professora e líderes religiosos uniram-se na Baixada Fluminense com o objetivo de promover justiça e Direitos Humanos. Dom Adriano Hypólito desempenhou um papel fundamental ao facilitar a colaboração entre o grupo e a Igreja.
O livro propõe uma investigação baseada em entrevistas, visando preservar a memória e destacar as lutas cotidianas para além da militância, concentrando-se nos movimentos sociais em Nova Iguaçu durante as décadas de 1970 e 1980.
A análise meticulosa das experiências dos entrevistados contribui para uma compreensão mais profunda dos desafios enfrentados pela população e das lutas pela justiça social na região.
As narrativas revelam a complexidade das experiências individuais e as motivações que impulsionaram esses atores sociais. Os movimentos sociais locais entrelaçam-se com os movimentos mais amplos, inserindo-se na história do Brasil.
Além de documentar as lutas e adversidades enfrentadas durante a ditadura, o livro aponta para a violência na região e o respaldo do Estado às elites locais para reprimir ações consideradas criminosas.
Apesar das dificuldades, as narrativas dos entrevistados refletem um espírito de resistência e a busca por uma realidade transformada. O livro incentiva novas pesquisas e ações sociais visando garantir direitos sociais e humanos, perpetuando a memória daqueles que lutaram por um mundo mais justo e igualitário.
Este livro oferece um estudo comparativo profundo entre duas rainhas cujas vidas apresentam coincidências, mas seguiram caminhos distintos. Através de uma meticulosa análise das crônicas medievais e estudos biográficos, a autora explora o impacto da influência feminina como uma potencial fonte de poder, de acordo com o conceito de Queenship.
Elizabeth Woodville, da Inglaterra, e Leonor Teles de Menezes, de Portugal, foram rainhas não convencionais, mulheres da nobreza que já haviam sido casadas e mães antes de ascenderem ao trono, desafiando as expectativas de princesas jovens e estrategicamente vantajosas. O favor real, o desejo do rei, que as escolheu como consorte desestabilizou o delicado equilíbrio entre o trono e a nobreza, promovendo mudanças significativas em seus reinos.
Este estudo busca entender como essas dinâmicas geraram períodos de agitação e transformação tanto em Portugal quanto na Inglaterra, revelando um capítulo fascinante e pouco explorado da história medieval.
A perspectiva traçada sobre o Brasil nessa obra nos traz a oportunidade de compreender as relações luso-brasileiras e nos convida a viajar pelas imagens do Brasil criadas pelos portugueses ao longo do seu primeiro século de vida pós-independência.
A pesquisa reflete a visão no contexto histórico-cultural e interpreta as ricas matérias sobre o Brasil, analisa o seu discurso iconográfico e verbal, e vai além, ao comparar os discursos midiáticos dos historiadores dos dois países, e transcende ao olhar da mídia atual estrangeira sobre o Brasil.
Esse mito fundador do Brasil perdurou nos meios de comunicação, mas foi sendo desafiado, em tempos mais recentes, pelas narrativas sobre violência, desigualdade e corrupção, embasadas em diversos elementos de evidência e prova. A busca pela compreensão da formação da nossa identidade, do entendimento das relações bilaterais persiste desde o ato de independência.
A leitura desta obra ímpar, pontuada por ilustrações magníficas extraídas das matérias sobre o Brasil publicadas entre 1822 e 1922, será certamente uma leitura instrutiva, mas também deliciosamente prazerosa.
Características
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