
Descrição
Stephania Klujsza analisa, sob uma perspectiva histórica e crítica, como os corpos e os processos reprodutivos das mulheres foram medicalizados ao longo do tempo, evidenciando como o saber médico passou a regular experiências como menstruação, gestação, parto e contracepção. Ao problematizar práticas realizadas sem informação adequada ou consentimento, a obra revela os limites entre cuidado e controle, destacando a redução histórica da autonomia feminina.
Nesse contexto, a autora investiga a construção da categoria “violência obstétrica” no Brasil, mostrando que ela surge da ressignificação de experiências antes consideradas normais no parto. Ao acompanhar disputas entre movimentos sociais, instituições médicas e o campo jurídico, o livro evidencia as tensões em torno do reconhecimento dessas práticas como formas de violência.
A obra também aborda temas como humanização do parto, iatrogenias — com destaque para o alto número de cesarianas —, mortalidade materna e casos de near miss, ressaltando que muitos desses eventos são evitáveis. Ao longo da análise, destaca-se o impacto das desigualdades sociais, especialmente do racismo obstétrico, que expõe mulheres negras a maiores riscos.
Baseado em ampla pesquisa documental e bibliográfica, o livro reúne leis, protocolos e produções acadêmicas para refletir sobre a institucionalização dessas práticas e contribuir para o debate sobre uma assistência mais ética e humanizada.
Características
- Ano: 2026
- Autor: Stephania G. Klujsza
- Selo: Dialética
- ISBN: 9786527097426
- Páginas: 152
- Capa: Flexível
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