A Pesca Artesanal em Limoeiro do Ajuru, Pará: Organização, Produção, Dificuldades e Avanços dos Acordos de Pesca na Governança das Áreas de Preservação (Reservas)

A Pesca Artesanal em Limoeiro do Ajuru, Pará: Organização, Produção, Dificuldades e Avanços dos Acordos de Pesca na Governança das Áreas de Preservação (Reservas)

Autor: Marca: Dialética Referência: 9786527082354

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Descrição

Após o período que compreendeu as décadas de 1960 a finais da década de 1970, denominado pelas pessoas de maior idade como de “fartura”, a região tocantina passou a conviver com uma nova realidade enfrentada pela população ribeirinha, um período de incertezas, com a implantação da UHE de Tucuruí a partir de 1984. Esse projeto trouxe consigo inúmeras consequências, mas a principal foi sem dúvida a poluição do rio tocantins, que dizimou quase que totalmente a fauna existente na bacia hidrográfica desse rio, como foi o caso da espécie de mapará (Hypophthalmus marginatus) que se apresentava em abundância no município de Limoeiro do Ajuru. O governo militar da época criou a falsa expectativa de que muitos seriam os benefícios com a energia que seria produzida pela UHE de Tucuruí. Comunidades longínquas, onde havia a presença de pessoas, acreditaram na utopia da energia elétrica vinda de Tucuruí. Mas os interesses da Eletronorte divergiam dos anseios e das expectativas de toda uma população que vivia, trabalhava e dependia de recursos naturais que ali existiam, pois não havia oportunidade de emprego. Diante dessa realidade, os sujeitos ribeirinhos (pescadores, agricultores, mulheres, jovens, negros, etc.) mobilizaram-se através dos movimentos sociais ribeirinhos a partir do ano 1993, articulam-se através de assembleias: órgãos públicos, municipal, estadual e federal e, surgem assim, os frutos dessa luta, os “acordos de pesca” e as promissoras “áreas de preservação” (Reservas).



Características

  • Ano: 2026
  • Autor: Eli Viana dos Reis
  • Selo: Dialética
  • ISBN: 9786527082354
  • Páginas: 236
  • Capa: Flexível


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Após o período que compreendeu as décadas de 1960 a finais da década de 1970, denominado pelas pessoas de maior idade como de “fartura”, a região tocantina passou a conviver com uma nova realidade enfrentada pela população ribeirinha, um período de incertezas, com a implantação da UHE de Tucuruí a partir de 1984. Esse projeto trouxe consigo inúmeras consequências, mas a principal foi sem dúvida a poluição do rio tocantins, que dizimou quase que totalmente a fauna existente na bacia hidrográfica desse rio, como foi o caso da espécie de mapará (Hypophthalmus marginatus) que se apresentava em abundância no município de Limoeiro do Ajuru. O governo militar da época criou a falsa expectativa de que muitos seriam os benefícios com a energia que seria produzida pela UHE de Tucuruí. Comunidades longínquas, onde havia a presença de pessoas, acreditaram na utopia da energia elétrica vinda de Tucuruí. Mas os interesses da Eletronorte divergiam dos anseios e das expectativas de toda uma população que vivia, trabalhava e dependia de recursos naturais que ali existiam, pois não havia oportunidade de emprego. Diante dessa realidade, os sujeitos ribeirinhos (pescadores, agricultores, mulheres, jovens, negros, etc.) mobilizaram-se através dos movimentos sociais ribeirinhos a partir do ano 1993, articulam-se através de assembleias: órgãos públicos, municipal, estadual e federal e, surgem assim, os frutos dessa luta, os “acordos de pesca” e as promissoras “áreas de preservação” (Reservas).

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  • Páginas: 236
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