
Descrição
O livro "Amiga leitora: expressões do feminino em revista" explora a feminilidade como uma máscara discursiva que, embora útil, não cobre completamente o feminino.
A obra propõe ver a máscara como uma prótese que revela um vazio, destacando a incapacidade do discurso de abarcar totalmente a feminilidade e suas complexidades.
Em vez de buscar uma solução definitiva para as incongruências da identidade feminina, o livro sugere que é mais interessante questionar e reconhecer as limitações do discurso.
A recusa em aceitar a máscara como uma solução definitiva leva à rejeição de qualquer essencialismo sobre o "ser mulher" e qualquer ontologia do feminino.
O que Mírian demonstra é que um dizer sobre a mulher só consegue retirar uma das máscaras que cobrem a mulher, mas não o último véu – Será que se chegará um dia a revelar o que há por trás da máscara, por trás do derradeiro véu?
Diante dessas questões, "Amiga leitora" lança luz sobre o conceito de feminilidade como mascarada, cunhado pela psicanalista inglesa Joan Rivière, destacando seu caráter de processo criativo peculiar e íntimo de cada mulher, jamais passível de ser transferido, generalizável
Utilizando a teoria lacaniana, a obra lembra que as posições feminina e masculina são efeitos de discurso. No encalço desses efeitos, a autora se embrenha em um território supostamente idealizado para ser o reflexo da feminilidade: a revista feminina, tendo como base a revista Claudia, publicação brasileira de 1961.
Características
- Ano: 2026
- Autor: Mírian Tenório Maranhão
- Selo: Dialética
- ISBN: 9786527084402
- Páginas: 240
- Capa: Flexível
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