
Descrição
Estou convencido de que os sonhos mantêm as pessoas idosas com um sopro vital de juventude. Os gregos antigos, e antes deles, egípcios, sumérios – até onde alcançam os registros históricos –, viam os sonhos como uma porta de comunicação com os mortos, um instrumento divinatório capaz de harmonizar – ou não – o presente candente com o futuro obscuro e incerto. Este é o óneiron, o sonho que nos acomete durante o sono, que pode ter um tema relacionado a fatos presentes na memória, ou que pode ser direcionado pela vontade – com algum treino – a assuntos prazerosos que tornam o sono mais leve. E existe outro tipo de sonho, voltado à resolução aparentemente inalcançável de enigmas científicos ou estéticos perseguidos pela mente desperta, e temos inúmeros relatos por cientistas famosos (August Kekulé e a fórmula hexagonal do benzeno, Dmitri Mendeleiev e a tabela periódica, Niels Bohr e o modelo atômico), ou criadores artísticos (Paul McCartney e as músicas Yesterday e Let it Be, Keith Richards com Satisfaction), de que o impacto onírico foi forte o suficiente a ponto de acordá-los de um sono agitado para que o registrassem em detalhe. Algo assim ocorreu quando, no segundo dia de um curso que estava ministrando na XII Escola do CBPF, em julho de 2019, acordei às 3 horas da madrugada para rabiscar um rascunho basicamente figurativo do presente trabalho.
Sendo assim, bem-vindos ao meu sonho, e boa viagem.
Características
- Ano: 2026
- Autor: Armando Flavio Rodrigues
- Selo: Dialética
- ISBN: 9786528801732
- Páginas: 244
- Capa: Flexível
Comentários e Avaliações
Deixe seu comentário e sua avaliação
- Máximo de 512 caracteres. Emojis não são suportados.
Clique para Avaliar
- Avaliação:






