O beijo do colibri: a história e o mito Dona Beija

O beijo do colibri: a história e o mito Dona Beija

Autor: Marca: Dialética Referência: 9786527093534

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Descrição

Mulher de rara beleza, sensual e sedutora: essa é a imagem criada e difundida sobre Dona Beija, uma personagem conhecida internacionalmente através de uma telenovela, mas ignorada — até agora — como objeto de interesse acadêmico. O que torna esta obra interessante e original, a primeira, se não a única, sobre Dona Beija a partir da história, é a sua metodologia, que combina tratamentos historiográficos tradicionais com outros nem tanto, particularmente quando a autora reivindica, após grandes predecessores, o seu direito de utilizar a conjetura nos momentos em que os documentos de arquivo são inexistentes.
Contudo, mais do que a utilização de algo tão impreciso como a conjetura, o que vemos se expandir nesta obra é uma autêntica imaginação historiográfica, mas não como criação fantasiosa, e sim como a reconstrução minuciosa a partir de elementos ou indícios históricos particularmente bem escolhidos. O bom historiador não é aquele que só encontra documentos, mas sim aquele que consegue, com a sua imaginação histórica, pensar sobre a natureza, o conteúdo e a função de tais documentos, e o seu momento de produção. É essa capacidade criativa, mais ou menos desenvolvida em uns e outros, que explica por que alguns pesquisadores podem passar a vida em arquivos, sem produzir verdadeiramente história, enquanto outros são capazes de colocar em jogo essa misteriosa alquimia da criação historiográfica da qual esta obra é um excelente testemunho.



Características

  • Ano: 2026
  • Autor: Rosa Maria Spinoso Arcocha
  • Selo: Dialética
  • ISBN: 9786527093534
  • Páginas: 176
  • Capa: Flexível


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Mulher de rara beleza, sensual e sedutora: essa é a imagem criada e difundida sobre Dona Beija, uma personagem conhecida internacionalmente através de uma telenovela, mas ignorada — até agora — como objeto de interesse acadêmico. O que torna esta obra interessante e original, a primeira, se não a única, sobre Dona Beija a partir da história, é a sua metodologia, que combina tratamentos historiográficos tradicionais com outros nem tanto, particularmente quando a autora reivindica, após grandes predecessores, o seu direito de utilizar a conjetura nos momentos em que os documentos de arquivo são inexistentes.
Contudo, mais do que a utilização de algo tão impreciso como a conjetura, o que vemos se expandir nesta obra é uma autêntica imaginação historiográfica, mas não como criação fantasiosa, e sim como a reconstrução minuciosa a partir de elementos ou indícios históricos particularmente bem escolhidos. O bom historiador não é aquele que só encontra documentos, mas sim aquele que consegue, com a sua imaginação histórica, pensar sobre a natureza, o conteúdo e a função de tais documentos, e o seu momento de produção. É essa capacidade criativa, mais ou menos desenvolvida em uns e outros, que explica por que alguns pesquisadores podem passar a vida em arquivos, sem produzir verdadeiramente história, enquanto outros são capazes de colocar em jogo essa misteriosa alquimia da criação historiográfica da qual esta obra é um excelente testemunho.

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  • Selo: Dialética
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  • Páginas: 176
  • Capa: Flexível


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