
Descrição
Partindo da crítica ao direito soberano como instrumento biopolítico, buscou-se demonstrar que o direito, bem como o discurso jurídico, enquanto manifestações do poder, legitimam normas sociais que mantêm as mulheres costuradas em subjetividades limitadas às funções de cuidado, afeto, sensualidade e maternidade; o que faz com que esses corpos estejam direcionados para servir o outro. De forma que, quando esse corpo insurge e nega essas subjetividades, ele se tona abjeto, no sentido proposto por Julia Kristeva e Judith Butler. A condição de abjeção faz com que o corpo que era lido como o de mulher se torne ilegível. E ao se tornar ilegível, o corpo pode ser abandonado à morte. Nesse ponto a crítica ao direito é apresentada por meio de sua própria estrutura: leis, sentenças e a atuação daqueles que podem ser os intérpretes da verdade. Tal análise revela que o direito, enquanto lócus de efetivação da justiça, atende aos anseios daqueles que possuem o poder de discurso: os portadores do falo. Situação que nos leva para a proposta de se romper com o direito soberano usando de práticas – no e do corpo – que seriam contrárias a governamentalidade. Essas práticas podem ser lidas como atos de contraconduta e de atitude crítica, sendo necessárias para a criação do que Foucault chamou de direito novo.
Características
- Ano: 2025
- Autor: Gabriella de Morais
- Selo: Dialética
- ISBN: 9786527061427
- Páginas: 204
- Capa: Flexível


