O Mundo Prisional Feminino: espelho das exclusões radicais

O Mundo Prisional Feminino: espelho das exclusões radicais

Autor: Marca: Dialética Referência: 9786527086260

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Descrição

A penitenciária é um espaço institucional genderizado, configurado por um sistema de diferenciação desigual que “autoriza” a dominação masculina sobre o feminino subalternizado. Tal configuração permite o controle sobre os corpos das mulheres, regula os regimes disciplinares de vigilância intensivos, modela a domesticação do feminino.

Nesta obra, com seus dilemas e desafios, a hipótese central é a de que as prisões cumprem um papel sociopolítico de continuidade e reiteração das assimetrias das linhas de exclusões geradas pelos sistemas de opressão capitalista, colonial e patriarcal.

Mediante escuta sensível das mulheres que habitam uma penitenciária feminina, buscou-se problematizar, a partir da lente dos estudos feministas críticos pós-coloniais, duas questões: de um lado, os modos como são tecidas as formulações do saber-poder institucional nos processos ordinários esculpidos nas interações entre as mulheres carcereiras e as mulheres encarceradas; de outro, analisar como aquele espaço-tempo, que é a prisão, é facilmente convertido em um lugar da desumanização das mulheres subalternizadas, ao tempo que essas mesmas mulheres (encarceradas) constroem saberes de lutas e resistências, explícitos ou não, que lhes permitem serem mais do que objetos de sofrimento.



Características

  • Ano: 2025
  • Autor: Cláudia Cristina Ferreira Carvalho
  • Selo: Dialética
  • ISBN: 9786527086260
  • Páginas: 412
  • Capa: Flexível


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A penitenciária é um espaço institucional genderizado, configurado por um sistema de diferenciação desigual que “autoriza” a dominação masculina sobre o feminino subalternizado. Tal configuração permite o controle sobre os corpos das mulheres, regula os regimes disciplinares de vigilância intensivos, modela a domesticação do feminino.

Nesta obra, com seus dilemas e desafios, a hipótese central é a de que as prisões cumprem um papel sociopolítico de continuidade e reiteração das assimetrias das linhas de exclusões geradas pelos sistemas de opressão capitalista, colonial e patriarcal.

Mediante escuta sensível das mulheres que habitam uma penitenciária feminina, buscou-se problematizar, a partir da lente dos estudos feministas críticos pós-coloniais, duas questões: de um lado, os modos como são tecidas as formulações do saber-poder institucional nos processos ordinários esculpidos nas interações entre as mulheres carcereiras e as mulheres encarceradas; de outro, analisar como aquele espaço-tempo, que é a prisão, é facilmente convertido em um lugar da desumanização das mulheres subalternizadas, ao tempo que essas mesmas mulheres (encarceradas) constroem saberes de lutas e resistências, explícitos ou não, que lhes permitem serem mais do que objetos de sofrimento.

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  • Ano: 2025
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  • Páginas: 412
  • Capa: Flexível


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