
Descrição
A obra investiga como a justiça de transição, especialmente no contexto brasileiro, tem invisibilizado a experiência das mulheres que combateram regimes autoritários.
A partir de uma perspectiva feminista, a autora analisa as lacunas de gênero presentes nos mecanismos de verdade, justiça e, sobretudo, memória, articulando teoria crítica e estudos da memória.
A pesquisa apresenta uma investigação inédita da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com uma análise minuciosa das medidas de memória determinadas pela Corte em casos envolvendo violações cometidas por Estados em contextos autoritários que tinham mulheres como vítimas diretas, evidenciando padrões de omissão, reconhecimento parcial e avanços pontuais. Ao revelar como a dimensão de gênero é frequentemente negligenciada nos processos de reparação simbólica, o livro ilumina a distância entre a violência sofrida pelas mulheres e a forma como essa violência é narrada, reconhecida e inscrita na memória institucional.
A obra contempla também narrativas de mulheres que enfrentaram as ditaduras, examinando como construíram, desafiaram e ressignificaram os papéis de gênero impostos. A partir desses relatos, o livro revela processos de subjetivação política que iluminam os modos pelos quais as mulheres não apenas reagiram à opressão, mas produziram contranarrativas capazes de ampliar os horizontes da memória coletiva.
Características
- Ano: 2026
- Autor: Caroline Godoi
- Selo: Dialética
- ISBN: 9786527080626
- Páginas: 404
- Capa: Flexível
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