
Descrição
Reconhecendo que os marcadores do exercício da hegemonia se estruturam na relação capital-trabalho, e de que a hegemonia é, sempre, político-pedagógica, convém reconhecer que essa relação não pode desconsiderar a ação educativa, portanto, a relação capital-trabalho-educação. Razão pela qual assumimos, na presente obra e no conjunto das nossas pesquisas em Educação, o disciplinamento do ideário de formação humana como exercício constante, complexo e cada vez mais elaborado de resistência à pedagogia do capital.
A articulação subordinada entre capital e trabalho tende, igualmente, a orientar os processos de produção cultural, os quais, por sua vez, conformam uma educação igualmente submetida às suas determinações, que em contexto de crise tende a reformismos conservadores. Essa dinâmica, compreendida como metamorfose da relação capital, trabalho e educação, manifesta-se, no contexto político, econômico e cultural contemporâneo, como um fenômeno de elevada complexidade social, demandando, portanto, abordagens educacionais igualmente complexas.
É nesse contexto que as pesquisas na área da Educação precisam posicionar o desafio da sua produção científica. Ou seja, a produção científica em educação, que objetiva contribuir para a produção de outros modelos de sociabilidade (hegemonia), não pode se eximir da análise criteriosa e profunda dos disciplinamentos técnico, ético e cultural-ideológico do atual modelo de sociabilidade (hegemonia) do capital em fluxo.
Características
- Ano: 2026
- Autor: Paulo Fioravante Giareta, Sheila Fabiana de Quadros e Valdeci Luiz Fontoura dos Santos
- Selo: Dialética
- ISBN: 9786527097778
- Páginas: 332
- Capa: Flexível
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