Por uma ética da falta: abertura à repetição diferencial

Por uma ética da falta: abertura à repetição diferencial

Autor: Marca: Dialética Referência: 9786527060000

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Descrição

A pesquisa descreve o percurso teórico traçado por Lacan nO Seminário, livro 07, com o objetivo de aproximar o campo da ética do campo da falta mórbida representado no conceito de objeto a. Esse empreendimento inicia-se pelas questões éticas incutidas nos conceitos fundamentais, perpassa o processo de formação do sujeito e encerra-se nas reflexões de que o campo moral assume a presentificação do Real como tal. O trabalho recorre aos mitos, a fim de relevar a divisão constituinte e os impasses de se fazer sujeito em um campo que é do Outro e, portanto, faltante. A falta mórbida causa atração e horror ao sujeito e também o pulsiona à busca do objeto perdido, das Ding. É possível observar que a lei, que surge como efeito do fato de haver o objeto a, será um traço que se repetirá como um destino maligno, isto é, um fantasma que modela desde as fantasias do Outro absoluto até os impasses do desejo. A pesquisa constata o campo de impossibilidade em que se insere a ética, pois por qualquer vicissitude da pulsão restará o mal-estar inerente à pulsão de morte. Pode se inferir que a psicanálise proporcione uma destituição subjetiva que resulta em um sujeito advertido dos limites do Simbólico, da agressividade do Imaginário e da angústia do Real e que sua ética, apesar de se pautar no impossível, isto é, naquilo que não se pode denegar, permite a abertura para que cada sujeito invente uma forma singular de repetição diferencial.



Características

  • Ano: 2026
  • Autor: Isabela Fontes Rocha
  • Selo: Dialética
  • ISBN: 9786527060000
  • Páginas: 176
  • Capa: Flexível


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A pesquisa descreve o percurso teórico traçado por Lacan nO Seminário, livro 07, com o objetivo de aproximar o campo da ética do campo da falta mórbida representado no conceito de objeto a. Esse empreendimento inicia-se pelas questões éticas incutidas nos conceitos fundamentais, perpassa o processo de formação do sujeito e encerra-se nas reflexões de que o campo moral assume a presentificação do Real como tal. O trabalho recorre aos mitos, a fim de relevar a divisão constituinte e os impasses de se fazer sujeito em um campo que é do Outro e, portanto, faltante. A falta mórbida causa atração e horror ao sujeito e também o pulsiona à busca do objeto perdido, das Ding. É possível observar que a lei, que surge como efeito do fato de haver o objeto a, será um traço que se repetirá como um destino maligno, isto é, um fantasma que modela desde as fantasias do Outro absoluto até os impasses do desejo. A pesquisa constata o campo de impossibilidade em que se insere a ética, pois por qualquer vicissitude da pulsão restará o mal-estar inerente à pulsão de morte. Pode se inferir que a psicanálise proporcione uma destituição subjetiva que resulta em um sujeito advertido dos limites do Simbólico, da agressividade do Imaginário e da angústia do Real e que sua ética, apesar de se pautar no impossível, isto é, naquilo que não se pode denegar, permite a abertura para que cada sujeito invente uma forma singular de repetição diferencial.

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  • ISBN: 9786527060000
  • Páginas: 176
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