Saúde pública e pobreza em São Luís na Primeira República (1889/1920)

Saúde pública e pobreza em São Luís na Primeira República (1889/1920)

Autor: Marca: Dialética Referência: 9786525234588

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Descrição

O estudo discute o estado da saúde pública na cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, nos primeiros anos da República (1889/1920). A abordagem se dá em torno do quadro sanitário da cidade, marcado por frequentes surtos epidêmicos e por endemias como a da tuberculose, e das ações governamentais para fazer frente aos problemas sanitários da cidade. Em São Luís, a maioria da população da cidade era pobre, egressa, em parte, do regime escravista, e vivia em condições precárias. Morava em ambientes insalubres (cortiços, antigas casas transformadas em moradias coletivas ou em casebres de taipa e palha), sem água encanada, nem tratamento de esgoto e do lixo produzido. A pobreza e as péssimas condições de higiene tornavam os espaços habitados pelos pobres ambiente propício para o surgimento e proliferação de doenças, e por isso principal foco das medidas sanitárias implementadas pelas autoridades locais. O trabalho analisa leis e códigos sanitários elaborados para resolver os problemas de saúde pública na cidade e chega à conclusão de que as determinações contidas nessa legislação prejudicavam, principalmente, as pessoas mais pobres, obrigadas muitas vezes a deixarem suas moradias, sobretudo, as localizadas no centro da cidade, na medida em que não possuíam recursos para fazer as adequações impostas pela legislação. De certo modo, essas medidas visavam atender ao apelo daquele momento, que era a "modernização" da cidade.



Características

  • Ano: 2022
  • Autor: Maria Almeida
  • Selo: Dialética
  • ISBN: 9786525234588
  • Nº de Páginas: 112


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O estudo discute o estado da saúde pública na cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, nos primeiros anos da República (1889/1920). A abordagem se dá em torno do quadro sanitário da cidade, marcado por frequentes surtos epidêmicos e por endemias como a da tuberculose, e das ações governamentais para fazer frente aos problemas sanitários da cidade. Em São Luís, a maioria da população da cidade era pobre, egressa, em parte, do regime escravista, e vivia em condições precárias. Morava em ambientes insalubres (cortiços, antigas casas transformadas em moradias coletivas ou em casebres de taipa e palha), sem água encanada, nem tratamento de esgoto e do lixo produzido. A pobreza e as péssimas condições de higiene tornavam os espaços habitados pelos pobres ambiente propício para o surgimento e proliferação de doenças, e por isso principal foco das medidas sanitárias implementadas pelas autoridades locais. O trabalho analisa leis e códigos sanitários elaborados para resolver os problemas de saúde pública na cidade e chega à conclusão de que as determinações contidas nessa legislação prejudicavam, principalmente, as pessoas mais pobres, obrigadas muitas vezes a deixarem suas moradias, sobretudo, as localizadas no centro da cidade, na medida em que não possuíam recursos para fazer as adequações impostas pela legislação. De certo modo, essas medidas visavam atender ao apelo daquele momento, que era a "modernização" da cidade.

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  • Ano: 2022
  • Autor: Maria Almeida
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  • ISBN: 9786525234588
  • Nº de Páginas: 112


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