
Descrição
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Fui convidado para prefaciar o livro “Tapeçaria do Tempo: usos do passado na escrita da História” e me senti honrado. Considero a publicação uma iniciativa acadêmica interessante. Tenho diante de mim um livro, sendo seus organizadores professores de universidades cujos Campus se encontram fora das capitais e dos eixos economicamente mais desenvolvidos do país.
O livro foi organizado por professores doutores que ministram aulas na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, Geovanni Gomes Cabral e Maria Clara Sales Carneiro Sampaio, e na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus de Imperatriz, Rogério de Carvalho Veras. Em comum, os docentes são da área de estudos em história e trabalham e vivem na Amazônia Legal brasileira, em regiões distantes das capitais dos respectivos estados. Assim, de Belém para Marabá são mais de 500 quilômetros, de São Luís para Imperatriz, mais de 600. São regiões onde o conflito fundiário, a violência e a escravidão se fizeram e ainda se fazem presentes, e se fazem presentes manifestações religiosas diferentes. A obra é uma das muitas demonstrações fora dos eixos acadêmicos mais conhecidos, em que há estudos, pesquisas e debates intelectuais interessantes. A produção sobre a Amazônia se dá também na Amazônia.
Professor de Direitos Humanos, localizado no Núcleo de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e coordenador do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo.
Características
- Ano: 2025
- Autor: Geovanni Gomes Cabral, Maria Clara Sales Carneiro Sampaio e Rogério de Carvalho Veras (Orgs.)
- Selo: Dialética
- ISBN: 9786527033547
- Páginas: 240





