
Descrição
Neste livro, analiso as noções de revolução e parrêsia no pensamento de Michel Foucault. Foucault afirmava que a vida política da França após os movimentos de maio de 1968 foi seguida por um neoliberalismo mitigado e uma esquerda morna. As lutas foram aclimatadas no interior da forma-partido. A imobilidade da vida política se efetivou. Instalou-se uma ausência de desejabilidade da revolução devido à inexistência de entusiasmo político. Dedico-me a pensar a possibilidade de indicativos normativos críticos a respeito da temática da revolução no pensamento de Michel Foucault, visto que não abandona a noção de revolução. Procura modificá-la sobremaneira em vista da transformação de si, dos outros e do mundo, de modo que não há mundo outro sem um “ultrapassamento” de si e de nós. Dessa maneira, formulo que Michel Foucault, ao tratar da revolução, reconecta as instâncias ética e política em uma perspectiva revolucionária, visto que a mudança de si não se contrapõe à mudança do mundo. A luta modifica o si, os outros e o mundo em uma relação interdependente. Restitui o valor filosófico do desejo revolucionário, por sua força de imaginar novos modos de vida coletivos nos quais a mudança do mundo implica a mudança nos processos de subjetivação.
Características
- Ano: 2026
- Autor: Giovani do Carmo Júnior
- Selo: Dialética
- ISBN: 9786527080183
- Páginas: 320
- Capa: Flexível
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