O desenho arquitetônico: fenomenologia e linguagem em Joan Villà

O desenho arquitetônico: fenomenologia e linguagem em Joan Villà

Autor: Marca: Dialética Referência: 9786558771234

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Descrição

Por que a filosofia de Merleau-Ponty possui uma potência que se estende para o mundo contemporâneo? O filósofo define o pensamento de sobrevoo como o "projeto de posse intelectual do mundo domesticado pelas representações construídas pelo sujeito do conhecimento". Nos dias de hoje, esse pensamento sem "restos", construído pelas ciências para impedir a penetração do contingente e do sensível na realidade social permanece atual, pois torna-se imprescindível para as empresas e estados minimizar riscos de negócios, adquirir vantagens competitivas e a criatividade permanece refém desses interesses. Para Merleau-Ponty na aridez da realidade instituída ou dada como fato, encontram-se hiatos nos quais o invisível, o impensado, desvelam-se no labor de artistas, pensadores, arquitetos, que abrem uma trilha para a experiência do Ser "que exige de nós criação para que dele tenhamos experiência". É essa carência do Ser que possibilita o ato criativo e certamente moveu a filosofia Merleau-Pontiana para avançar na análise da fenomenologia da linguagem, da intersubjetividade, na busca de uma "autêntica" experiência de comunicação. Assim, estabelecendo uma interface entre a filosofia de Merleau-Ponty e arquitetura, a reflexão proposta neste livro investiga o fenômeno criativo, a gênese de sentido no projeto arquitetônico, utilizando-se dos desenhos na forma de croqui do arquiteto Joan Villà como operação expressiva, que transcende o papel meramente comunicativo da linguagem. No contexto do capitalismo neoliberal, no qual o "eu" torna-se um princípio social, que empobrece sensivelmente o contato do arquiteto com o mundo, sinalizando uma crise de sentidos para a arquitetura, a criatividade, intersubjetividade, o descentramento do sujeito, tornam-se urgentes como poder subversivo ou mesmo princípio político. Nesse ponto, os desenhos do arquiteto Joan Villà são exemplares porque ilustram seu trabalho participativo junto a comunidades carentes de habitação, superando dicotomias como, por exemplo: sujeito/objeto, projeto/execução, estética/técnica, arquiteto/comunidade, imaginário/pensamento, razão/sensibilidade, espaço público/privado, tornando-se assim, porosos com grande força expressiva. É este caminho que a leitura deste livro pretende iluminar.


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    Por que a filosofia de Merleau-Ponty possui uma potência que se estende para o mundo contemporâneo? O filósofo define o pensamento de sobrevoo como o "projeto de posse intelectual do mundo domesticado pelas representações construídas pelo sujeito do conhecimento". Nos dias de hoje, esse pensamento sem "restos", construído pelas ciências para impedir a penetração do contingente e do sensível na realidade social permanece atual, pois torna-se imprescindível para as empresas e estados minimizar riscos de negócios, adquirir vantagens competitivas e a criatividade permanece refém desses interesses. Para Merleau-Ponty na aridez da realidade instituída ou dada como fato, encontram-se hiatos nos quais o invisível, o impensado, desvelam-se no labor de artistas, pensadores, arquitetos, que abrem uma trilha para a experiência do Ser "que exige de nós criação para que dele tenhamos experiência". É essa carência do Ser que possibilita o ato criativo e certamente moveu a filosofia Merleau-Pontiana para avançar na análise da fenomenologia da linguagem, da intersubjetividade, na busca de uma "autêntica" experiência de comunicação. Assim, estabelecendo uma interface entre a filosofia de Merleau-Ponty e arquitetura, a reflexão proposta neste livro investiga o fenômeno criativo, a gênese de sentido no projeto arquitetônico, utilizando-se dos desenhos na forma de croqui do arquiteto Joan Villà como operação expressiva, que transcende o papel meramente comunicativo da linguagem. No contexto do capitalismo neoliberal, no qual o "eu" torna-se um princípio social, que empobrece sensivelmente o contato do arquiteto com o mundo, sinalizando uma crise de sentidos para a arquitetura, a criatividade, intersubjetividade, o descentramento do sujeito, tornam-se urgentes como poder subversivo ou mesmo princípio político. Nesse ponto, os desenhos do arquiteto Joan Villà são exemplares porque ilustram seu trabalho participativo junto a comunidades carentes de habitação, superando dicotomias como, por exemplo: sujeito/objeto, projeto/execução, estética/técnica, arquiteto/comunidade, imaginário/pensamento, razão/sensibilidade, espaço público/privado, tornando-se assim, porosos com grande força expressiva. É este caminho que a leitura deste livro pretende iluminar.

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