A ra軋 como tecnologia de governo

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Autor: Marca: Dial騁ica Refer麩cia: 9786558777106

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Descri鈬o

Esta obra, proposta atrav駸 de uma metodologia qualitativa, parte de um diagnstico do presente, apresentando o expansionismo penal e o encarceramento em massa como tecnologias de governo que s縊 criadas ou implementadas atrav駸 do discurso da superioridade de ra軋s at chegar no seu extremo, que a poltica de morte. Partindo de um estado de exce鈬o, onde as decises s縊 tomadas fora da legalidade, o poder estatal se manifesta como o poder de decidir quem deve viver ou morrer. Nesse sentido, utiliza-se o pensamento de Achille Mbembe para pensar as implica鋏es entre uma necropoltica e um racismo de estado. Para Mbembe, que se prope a refletir sobre esta injun鈬o e articula鈬o entre um poder sobre a vida e uma poltica de morte ? necropoltica, a no鈬o de biopoder de Foucault n縊 suficiente para explicar as formas contempor穗eas de submiss縊 da vida ao poder de morte. As reflexes filosficas que embasam esse ensaio oferecem subsdio para pensar nas pr疸icas de racismo no Brasil, que perpassam desde a intoler穗cia religiosa criminaliza鈬o e encarceramento da popula鈬o negra, sua ostensiva elimina鈬o. ノ preciso compreender para al駑 dos nmeros cortantes das estatsticas como o racismo se institui como ordem e naturaliza鈬o, perpetuando uma lgica de elimina鈬o do outro pela morte. Visando explicitar a epistemologia que sustenta essa narrativa, o presente trabalho abordar o conceito de colonialidade e suas manifesta鋏es no poder e saber, demonstrando que a pr疸ica estabelecida parte de um pensamento ocidental de domina鈬o que se funda na ra軋 enquanto par穃etro definidor de domina鈬o ou subjuga鈬o, pois, cria no negro um simulacro que representa perigo e amea軋. Para tanto, ser縊 usadas leituras de Achille Mbembe e Frantz Fanon sobre ra軋, racismo e a linha da humanidade que define a zona do ser e a do n縊-ser, que inferioriza e nega a condi鈬o de sujeito de direito do indivduo definido como pertencente dessa zona. Ao ter sua condi鈬o de sujeito de direito negada e sua prpria humanidade questionada, as viol麩cias praticadas contra esse povo passa a ser permitida e fomentada. Por fim, discutido sobre como a teoria de Direitos Humanos euroc麩trica estabelecida n縊 se adequa a realidade perif駻ica e n縊 chega popula鈬o negra sen縊 na condi鈬o de instrumento repressor.


Caractersticas

  • Ano: 2021
  • Autor: RAMON ANDRADE DOS SANTOS
  • Selo: Dial騁ica
  • ISBN: 9786558777106
  • Nコ de P疊inas: 116


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Esta obra, proposta atrav駸 de uma metodologia qualitativa, parte de um diagnstico do presente, apresentando o expansionismo penal e o encarceramento em massa como tecnologias de governo que s縊 criadas ou implementadas atrav駸 do discurso da superioridade de ra軋s at chegar no seu extremo, que a poltica de morte. Partindo de um estado de exce鈬o, onde as decises s縊 tomadas fora da legalidade, o poder estatal se manifesta como o poder de decidir quem deve viver ou morrer. Nesse sentido, utiliza-se o pensamento de Achille Mbembe para pensar as implica鋏es entre uma necropoltica e um racismo de estado. Para Mbembe, que se prope a refletir sobre esta injun鈬o e articula鈬o entre um poder sobre a vida e uma poltica de morte ? necropoltica, a no鈬o de biopoder de Foucault n縊 suficiente para explicar as formas contempor穗eas de submiss縊 da vida ao poder de morte. As reflexes filosficas que embasam esse ensaio oferecem subsdio para pensar nas pr疸icas de racismo no Brasil, que perpassam desde a intoler穗cia religiosa criminaliza鈬o e encarceramento da popula鈬o negra, sua ostensiva elimina鈬o. ノ preciso compreender para al駑 dos nmeros cortantes das estatsticas como o racismo se institui como ordem e naturaliza鈬o, perpetuando uma lgica de elimina鈬o do outro pela morte. Visando explicitar a epistemologia que sustenta essa narrativa, o presente trabalho abordar o conceito de colonialidade e suas manifesta鋏es no poder e saber, demonstrando que a pr疸ica estabelecida parte de um pensamento ocidental de domina鈬o que se funda na ra軋 enquanto par穃etro definidor de domina鈬o ou subjuga鈬o, pois, cria no negro um simulacro que representa perigo e amea軋. Para tanto, ser縊 usadas leituras de Achille Mbembe e Frantz Fanon sobre ra軋, racismo e a linha da humanidade que define a zona do ser e a do n縊-ser, que inferioriza e nega a condi鈬o de sujeito de direito do indivduo definido como pertencente dessa zona. Ao ter sua condi鈬o de sujeito de direito negada e sua prpria humanidade questionada, as viol麩cias praticadas contra esse povo passa a ser permitida e fomentada. Por fim, discutido sobre como a teoria de Direitos Humanos euroc麩trica estabelecida n縊 se adequa a realidade perif駻ica e n縊 chega popula鈬o negra sen縊 na condi鈬o de instrumento repressor.

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